Decisão de Moraes deixa Flávio impossibilitado de visitar Bolsonaro até depois do 1º turno
"O que Moraes faz é deixar meu pai incomunicável" diz Flávio Bolsonaro,
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A decisão do ministro Alexandre de Moraes, que impede o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro por até 90 dias, faz com que o pré-candidato à Presidência não possa encontrar o pai até após o primeiro turno das eleições.
Isso porque o prazo da decisão, que passou a valer nesta segunda-feira (13), termina apenas no dia 11 de outubro, uma semana após o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
"O que Moraes faz é deixar meu pai incomunicável. Não por acaso, ele toma a decisão de deixar o presidente Bolsonaro sem falar com o filho, Flávio Bolsonaro, por 90 dias. Eu só posso voltar a falar com o Bolsonaro após o 1º turno. Alguém acha que isso é coincidência ou critério?", disse Flávio.
Em sua declaração nesta segunda-feira, o senador também questionou por que os mesmos critérios não são aplicados a outras pessoas e por que recebeu apenas 48 horas para se manifestar sobre a carta.
"Já aconteceu outras quatro vezes. Essa é a quinta carta que ele escreve", relembrou o senador.
Flávio Bolsonaro, que desde março deste ano também atua como advogado de Jair Bolsonaro, afirmou que já procurou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que a entidade se manifeste em defesa de suas prerrogativas profissionais.
"Me deixar incomunicável com o próprio pai já é um absurdo desproporcional e infundado. Não podem impedir que um advogado converse com seu cliente, mesmo sendo filho e pai, porque é uma prerrogativa inegociável que o advogado tenha acesso ao seu cliente", afirmou o pré-candidato.
Veja:
Decisão de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (13) que o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ficará impedido de visitar seu pai, Jair Bolsonaro, por 90 dias.
A suspensão do direito de visita ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar, foi motivada pela carta lida por Flávio no último sábado e divulgada em suas redes sociais.
"O desrespeito de FLÁVIO NANTES BOLSONARO à medida cautelar imposta a JAIR MESSIAS BOLSONARO de 'proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiro' está totalmente configurado por suas próprias afirmações", escreveu Alexandre de Moraes na decisão.
O ministro também afirmou que a conduta de Flávio Bolsonaro pode configurar propaganda eleitoral antecipada e determinou que o caso seja apurado pelo Ministério Público Eleitoral.
Segundo Moraes, o vídeo continha expressões com carga semântica equivalente a um pedido explícito de voto, uma vez que o texto apresentava Flávio como o "pré-candidato" de Bolsonaro e "a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento".