Brasil. Desde Tiradentes, a corda não sai do pescoço do brasileiro. por Aragão
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Hoje é 21 de abril. O Brasil homenageia o homem que foi enforcado por lutar pela liberdade e se rebelar contra impostos. Tiradentes não suportou o quinto — 20% do ouro extraído entregue à Coroa Portuguesa.
Nós pagamos 32,4% do PIB em tributos — recorde histórico, batido agora, em 2025, segundo o Tesouro Nacional.
Quantos Tiradentes continuamos enforcando todos os anos? Sufocados pelos impostos? O quinto virou ICMS, IOF, IRPF, PIS, Cofins, INSS, IPTU, IPVA. — É de tirar o fôlego.
E não para por aí. Além dos impostos, o brasileiro segue asfixiando com 80,2% das famílias brasileiras estão endividadas — maior nível da série histórica. Quase metade da renda comprometida com dívidas. Selic nas alturas, crédito caro, inadimplência no teto.
O cidadão paga para o Estado e paga para o banco. Às vezes, não sobra nada. É viver com a corda eternamente no pescoço.
— Seguimos enforcando Tiradentes todos os dias.
Está na hora de escrevermos uma nova história — Desde 1792 ainda não conseguimos construir o país que sonhamos. Precisamos respirar novos ares. Pelo desenvolvimento, Pela liberdade e pela justiça — o país que Tiradentes não viveu para ver.
— Libertas Quae Sera Tamen
Foto gerada por IA
Marcos Aragão
Empresário
Empresário e articulista. Escreve sobre política, comportamento e cultura com linguagem clara e visão crítica.
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